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quinta-feira, janeiro 20, 2011

Saber casar

Este conto fala-nos de um senhor que quase provocou a morte do seu irmão mais novo por se ter apaixonado por uma mulher desconhecida. Ė preciso sabermos que quando casamos nem todo o tipo de mulher serve.

Era uma vez um senhor caçador e um irmão pequeno que viviam numa pequena povoação. Quando ia para a caça, o caçador deixava o irmão em casa. Certa altura, o caçador resolveu casar, porque estava cansado de viver solteiro. Mas ele não quis casar com nenhuma mulher da povoação em que vivia. Numa manhã de cacimbo, no Inverno, enquanto caçava, encontrou uma mulher muito bonita a tremer por causa do frio que assolava aquela floresta. Sem mais olhar para trás, apaixonou-se pela menina. E a menina, também sem mais hesitar, aceita o pedido de casamento, e caminharam para casa para viverem maritalmente.
Passados alguns meses, a mulher fazia «espetados» estranhos que ameaçavam o menino. Quando ambos ficavam sozinhos, devorava toda a carne sem deixar nada. O menino explicava o que se passava ao irmão, mas ele não «dava de nada». A situação tornava-se mesmo alarmante e a caça já não era suficiente para a menina carnívora.
Certa manhã, depois de o marido partir para a caça, ela transformou-se em leoa e tentou apanhar o menino. O menino, sem mais demora, deu um pulo para fora de casa e pôs-se a correr em direcção ao local de caça onde o irmão estava, enquanto chorava «de gritos».
Quando deu conta que estavam próximo do local de caça (porque o marido dizia sempre para onde ia caçar), voltou a transformar-se em pessoa e chamou o cunhado, enquanto dizia que brincava com ele.
Depois do regresso do irmão a casa, o menino contou tudo ao irmão, mas ele fez-se surdo. Temendo pelo perigo em que a sua vida se encontrava, o menino resolveu viver fora de casa, porque aquele episódio repetiu-se frequentemente. Mas o irmão caçador, depois de ouvir tantas lamentações do irmão pequeno e de alguns vizinhos, deu ouvidos ao irmão e disse:
- Vou-me esconder próximo da aldeia e se ela tornar a fazer o mesmo corres para a direcção para onde me dirijo.
O mesmo voltou a acontecer e o menino fez o que foi combinado. Correu em direcção ao local onde estava escondido o seu irmão. Escutando os gritos e choros do irmão que vinha a ser perseguido por uma leoa, o caçador preparou a espingarda em posição de fogo.
Quando o menino e a leoa chegaram próximo dele, sem mais hesitar, atingiu a leoa na cabeça com um tiro e a leoa acabou por morrer.
 O caçador pegou no irmão e regressou a casa, enquanto chorava, porque tinha posto em perigo a vida de seu irmão. Aprendeu que quando procuramos casar ou arranjamos uma mulher ou um homem para casar, primeiro devemos procurar saber que tipo de ser humano é.

Esta é uma história que nos vem ensinar que quando pensamos casar, devemos ter cautelas, para não pormos em perigo as nossas vidas, as nossas relações de amizade com a família, amigos e pessoas chegadas.

Carlos Kakulu 
  Estudante da Universidade da Namíbia

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